Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Política

Recentemente desperto para a política activa.

Valho um voto. Sou dono do meu voto.

Tenho as minhas convicções. Mudam a meu bel-prazer e para o lado que mais me apraz.

Para o PSD despertei quando o meu saudoso Liceu Rainha Dona Amélia foi visitado por uma jota... Adivinhem qual era, e quem era o presidente ;) Mas muito antes, já a minha mãe me havia contado a minha sessão de choro perante uma emissão quase estática na RTP do funeral de Sá Carneiro. Era um puto mal saído das fraldas. Mal sabia eu o amor que teria ao seu partido.

Dessa visita de liceu ficou o mito. A coisa adormeceu. Despertou na faculdade com os amigos que se foram fazendo do lado do PSD. Lá fui filiado pela minha querida Filipa de Oeiras. Sucedeu-se conhecer a minha secção, a formação autárquica, conhecer o PSD, compreender o PSD, mais formações, o auge que foi a Universidade de Verão, as amizades, o compadrio, as viagens, a eleição para a cps, o congresso da jota, a eleição para a aml, a eleição para o congresso, o convite para o psico!

Sempre com as minhas ideias de como as coisas deveriam ser. “Lá vem aquele...”

Autismo? Teimosia? Nada disso. As coisas são como sempre foram. Hoje dizia-me alguém “Isto tá tudo na mesma... Sempre os mesmo...” Eu respondi “Se assim é, porque não deixas de fazer o que sempre fazes, e pla primeira vez na tua vida pensas com a tua cabeça?” Idealismo? Iluminista escocês, era o que me chamavam no meu grupo da UV.

Eu não defendo a instituição, pela instituição. Defendo-a pelo conjunto de ideias. Defendo-a desde que venham de encontro aos tempos que correm e ao que passa na minha mente. Tudo o resto para mim é blá blá blá.

Passados, presentes, futuros. Apenas me interessam se tiverem consequências concretas naquilo que me interessa ver acontecer. Tudo o resto para mim é blá blá blá.

Não estou ligado por cordão umbilical à instituição. Estou à vontade. E é um à vontade muitas vezes confundido com muitas outras coisas. Coisas mais divertidas, coisas menos divertidas, coisas nada divertidas. Passa-me ao lado. A política é um meio para atingir um fim público, e não um fim privado.

Olhem à vossa volta e quantas vozes se levantam desde que o líder avisou o fechar da porta. Quantas são legítimas? Quantas são gritos de terror? Quantas são assobios para o lado? Quantos são os <i>Sir Humphreys</i> que querem salvar a sua pele? Nos lugares políticos, nos seus círculos de influências, nas suas secções, distritais e afins...

E que acontece a quem vem falar e parece fazer sentido? É louco! É vilão. É doido! Não sabe o que diz!

Afinal este partido não é de quem não sabe! É de quem sabe! É de quem domina a máquina. É de quem sabe quem é quem, e sabe quem fez o quê a quem e quando o fez. É de quem faz declarações de intenções verdadeiramente circunstanciais, para no dia seguinte, alterar e dar o dito pelo não dito. Não há lugar para a coerência, ou incoerência. Não há lugar para a conversa directa. Tem sempre de haver entrelinhas, segundos sentidos e paranóia generalizada. Se calhar não é só este. Serão todos.

Vira casacas? Isso não existe! É preconceito. Cada um é livre de pensar e votar naquele que julga capaz. Ou não?

urbanizado por jfd às 23:12
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Respondia eu sobre bioetanol e afins

Ora aqui está um assunto que me interessa.
E como tudo o que me interessa, tendo a ser um pouco irracional.
Logo começaria por dizer coisas ao meu género do tipo: não há paciência para ambientalistas, para verdes, para a enormidade do ego Humano e a sua pretensa consequência nas alterações climáticas . Qualquer dia temos todos ar puro, mas morremos à fome. Ou então matamo-nos todos por comida, mas morremos num ambiente limpo!

Mas como este blog merece mais que isso. Serei (tentarei ser) sério ;)
Ainda na segunda-feira dava eu uma aula sobre a Captura e Sequestro de CO2. Para resumir uma coisa chata; pegar nas emissões de, por exemplo fábricas, conseguir separar o CO2, e por exemplo, injectá-lo em grutas ou no local de onde se extraiu o Petróleo ou o Gás Natural.
Ora tudo muito bonito, muito caro, muito experimental, muito inserido em todas as ambições altamente irreais da Comissão Europeias (estagiários façam o favor de entrar!) de reduzir as emissões de CO2. Embora a eficiência energética e as energias renováveis sejam as soluções mais sustentáveis a longo prazo, tanto no plano da segurança do aprovisionamento como ao nível climático, não será possível reduzir as emissões de CO2 da União Europeia e do resto do mundo em 50 % até 2050 se não se recorrer a outras vias, como a captura e armazenagem de carbono. Não fazemos puto de ideia das consequências destas técnicas. Mas são urgentes. Porque senão o mundo acaba amanha todo submerso...
E porquê? Porque quer queiramos ou não, cada vez mais vamos queimar petróleo, custe o que custar, e cada vez mais temos Centrais a carvão.
50% até 2050??? Yeah Right.
Esta é apenas uma das técnicas com a qual a Comissão pretende chegar a este e outras metas. Outra (de muitas mais) é a progressiva substituição da utilização dos combustíveis fosseis por bio combustíveis.
Ora felizmente a CE não vai inserir das directivas a utilização da 1ª geração. É com a primeira geração que se poderiam ter mais problemas deste género no que toca à substituição de culturas. Penso eu de que, mas em todo o caso, acho que a 2ª geração vai “beber” da matéria da floresta.... Logo há partida, e não conhecendo bem o assunto, parece-me que não é uma boa ideia. Afinal, resolvemos um problema, que nem sabemos se o é, criando outro?

Muito temos nós na culpa das ditas emissões. E ainda por cima muito mais há para lá do CO2. E temos culpa como? Um exemplo muito simples tem que ver com o ciclo do Carbono. Quem sequestra mais carbono no mundo? O Mar e as Florestas Húmidas.
Ainda não descobrimos como dar cabo do Mar de forma permanente, mas das Florestas Virgens temos vindo a dar cabo. É claro que o balanço ressente-se
Estava cheio de vontade de divagar sobre este assunto, mas já me cansei.

Na minha modesta opinião, a solução destes problemas não poderão vir dos Governos. Deverá haver regulamentação e fiscalização. Ponto. Neste momento Portugal está num honroso 10º lugar no que toca à capacidade eólica instalada no final de 2007 ( www.wwindea.org ). Mas nós pagamos um preço político na nossa electricidade todos os meses para que haja essa inovação, esse empreendedorismo. Mas quando secar a torneira do Estado? Que modelos de negócio estão instalados? Quem são os players do mercado? Muito do que se vê agora foi negociado na era Guterres... Quem está à frente de projectos?

A iniciativa privada vai ser rainha e senhora na solução destes problemas, só pode. Os governos só criam entraves. Quando pensam que estão a criar soluções, só fazem porcaria. Pode-se não perceber logo, mas mais tarde ou mais cedo, havemos de pagar.
urbanizado por jfd às 09:50
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